Voleta de Beth Stockler

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Rio de Janeiro, R.J, Brazil
Brasileira,advogada,escritora, jornalista,artista plástica. Escrevi meu primeiro livro "A VOLÚPIA DE VOLETA " em homenagem as mulheres de espírito livre. Acabei de escrever o livro "CHIQUINHA E EU - REINVENTANDO O PASSADO", o lançamento está previsto para inicio de 2010. "VOLETAR" para mim é assumir a alma de Voleta. Liberdade de ser interior, fidelidade a seus principios, amar-se sempre, viver apaixonadamente, ser intensa e ABSOLUTA ,independente de todas as contradições que trazemos dentro de nós mesmas. Voletar é ser Voleta... Leiam o livro, acho que vão gostar de encontrar a Voleta que existe em todas nós mulheres e é hora de assumi-la !!!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ainda.... pelo celular......

                                          




                                               COPACABANA


                                                  " Pra passear  à beira-mar, Copacabana,
                                                    Depois num bar à meia luz, Copacabana."
                                   
(" Sábado em Copacabana" música
  de Dorival Caymmi e Carlos Guinle)







       

                                                                              COTIDIANO

O olhar através do celular ......

 
                                 COLORIDO ...                                                                          
 
                        UMA LINDA INDÍGENA BRASILEIRA/ RIO + 20  - ano de 2012
       


                                                         Curiosidade:
                                                         Centro do Rio/RJ         




terça-feira, 11 de setembro de 2012

A CHUVA NOS CABELOS - ainda ..... SCHMIDT

      
      A CHUVA molhava os seus cabelos,
      A chuva descia sobre os seus cabelos
      Voluptuosamente.
      A chuva chorava sobre os seus cabelos,
      Macios,
      A chuva penetrava nos seus cabelos,
      Profundamente,
      Até as raízes!

      Ela era uma árvore,
      Uma árvore molhada
      E coberta de flores.

                                                                      Augusto Frederico Schmidt    



nota:
Essa foi uma das poucas poesias que não falava de morte, de saudade, de solidão...

"MEU" poeta era intenso, me parece, muito triste e angustiado, mas ele me tocava à alma!!!!!!!!! MINHA HOMENAGEM, POETA!

mais Leonor Fini ......

 Psyche, 1975
   (  foto 3 )


                                                                    Ea, 1978

                                                                   (  foto 4 )





Leonor Fini - artista plástica / 1908-1996





Vesper Express, 1966
        ( foto 1 )








                   Dimanche Apres-Midi, 1980
                                (  foto 2 )




                Nascida em Buenos Aires, filha de pais italoargentinos,
                morou na Itália com a família, depois
                mudou-se para Paris/ França, onde participou do
                Movimento Surrealista.
             


mais poesia.... ainda Augusto Frederico Schmidt

SONETO
Passa a saudade do que foi e é morto.
Passa a glória que eu quis e me fugiu.
Passam as próprias visões do mundo e a vida,
E é sonho quanto tive em minhas mãos.

Passam as flores nascidas mais perfeitas.
Passa a beleza, e a dor, passam tormentos.
Passa essa angustia diante do eterno nada.
Que não passa, Senhor, todo momento?

De incerteza em incerteza, a vida corre,
E nos mudamos nós,de instante a instante.
O que foi, ele próprio, sofre muda.

Só não passa este amor passageiro.
Só não muda este amor que é tão mudável.
Só este amor incerto é certo em mim.

Homenagem ao poeta Augusto Frederico Schmidt, paixão total na primeira leitura de seus poemas



Soneto a Camões
 
As tuas mágoas de amor, teus sentimentos
Diante das leis que regem nossas vidas,
Desses fados que dão e logo tiram,
E a que estamos escravos e sujeitos.

As tuas dores de amar sem ser amado,
De procurar um bem que não se alcança,
E no canto clamar desesperado
Pelo que nunca vem quando se busca.

Poeta de enamoradas impossíveis,
E que num negro amor desalteraste
Essa sede de amar dura e terrível,
 
As tuas mágoas de amor, tuas fundas queixas,
Como uma fonte ficarão chorando
Dentro da língua que tornaste eterna
.




Augusto Frederico Schmidt
(Rio de Janeiro/ RJ, 1906 - 1965)

Para mim, uma paixão memorável !!!!!!
Devorei seus livros... e  hoje os guardo
como se fossem jóias...Obrigada, Poeta!!!